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A menopausa e o que muda na sua saúde

A menopausa não é uma doença — é uma fase da vida. O que muda com ela não é a lista de exames que precisa de fazer, é a conversa que vale a pena ter com o seu médico.

5 min de leitura

12 meses

sem menstruação é o que define a pós-menopausa, em todas as orientações europeias

European Society of Endocrinology (ESE), 2025

45 anos

a idade a partir da qual o diagnóstico se faz pela história clínica, sem análises hormonais

National Institute for Health and Care Excellence (NICE), NG23

Confirma-se pelo calendário, não por uma análise

A definição é simples e é a mesma em toda a Europa: uma mulher está na pós-menopausa a partir de um ano depois da última menstruação. São doze meses seguidos — e é por isso que a pergunta clínica certa não é «em que fase está?», mas «quando foi a sua última menstruação?».

Antes disso há a transição, a que muitas pessoas chamam perimenopausa: ciclos irregulares, mais espaçados ou mais próximos, que podem durar anos. Também aí a informação útil é a data, não um rótulo.

Depois dos 45, não é preciso analisar hormonas para saber

Esta é a parte que quase ninguém diz. Numa mulher saudável com 45 anos ou mais, a menopausa diagnostica-se pela história — doze meses sem menstruação, sem contraceção hormonal — e a orientação da NICE é explícita em dispensar análises para isso.

A Sociedade Europeia de Endocrinologia diz o mesmo por outras palavras: o doseamento hormonal para diagnosticar ou acompanhar a menopausa em mulheres com mais de 45 anos não é necessário. Uma FSH ou um estradiol pedidos nesse contexto tendem a devolver um número que oscila muito e que não muda nada do que se vai fazer a seguir.

Há exceções, e o seu médico conhece-as: sintomas antes dos 45, uma dúvida sobre outra causa para os ciclos terem parado, ou uma situação clínica que peça outra leitura.

O que passa a valer a pena falar

Com a menopausa, dois temas ganham peso na consulta. O osso, porque a descida do estrogénio acelera a perda de massa óssea. E o coração, porque o risco cardiovascular da mulher sobe com a idade e a menopausa faz parte desse contexto.

Ganhar peso na conversa não é o mesmo que ganhar um exame. Nas orientações internacionais, a menopausa por si só não desencadeia nenhum rastreio novo — é um dado que ajuda o médico a decidir, junto com a sua idade, a sua história familiar e o resto do seu perfil.

E o que não muda

Vale a pena dizer também o que fica igual, porque é onde há mais confusão:

  • Os rastreios continuam a ser os mesmos e pela mesma idade — mama, colo do útero e cólon seguem os programas nacionais, não a menopausa.
  • Não há um «painel hormonal da menopausa» que valha a pena pedir de rotina depois dos 45.
  • Os marcadores tumorais, incluindo o CA 125, não são exames de rastreio em quem não tem sintomas — em nenhuma idade.
  • Fazer o EasyCheckUp para perceber que rastreios e análises fazem sentido para si nesta fase, e levar essa lista ao médico.

Fontes

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