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Uma perda de sangue depois da menopausa

É o sinal mais importante deste conjunto de textos, e o mais simples de explicar: qualquer perda de sangue vaginal depois de a menstruação ter parado há mais de um ano deve ser avaliada por um médico, sem adiar.

4 min de leitura

> 12 meses

sem menstruação é o que torna qualquer perda de sangue motivo para consulta

National Institute for Health and Care Excellence (NICE), NG12

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mulheres seguidas durante 16 anos: o CA 125 em rastreio detetou mais cancros sem reduzir a mortalidade

Ensaio UKCTOCS (The Lancet)

O que conta, exatamente

Conta qualquer perda de sangue depois de terem passado mais de doze meses sem menstruação. Não é preciso ser abundante: um vestígio, uma vez só, chega para justificar a consulta.

Durante a transição para a menopausa é diferente — aí os ciclos irregulares são esperados, e o que faz sentido é falar deles se forem muito intensos ou muito frequentes. A regra do «mais de um ano» é o que separa as duas situações.

Porque é que se avalia sem adiar

Na maioria dos casos a causa é benigna, e a avaliação é a forma certa de o confirmar. Pode ser atrofia do endométrio, um pólipo, um efeito de medicação — situações comuns e tratáveis.

Ainda assim, é um dos sinais que as orientações britânicas colocam numa via de referenciação rápida, porque numa minoria de casos corresponde a algo que se resolve muito melhor quando é encontrado cedo. Avaliar depressa é o que permite, quase sempre, tranquilizar depressa.

O que a avaliação costuma envolver

Isto varia com cada pessoa e é o médico que decide, mas ajuda saber que o caminho habitual começa por uma conversa e um exame ginecológico, e que muitas vezes inclui uma ecografia para ver o endométrio.

Não há nada que precise de organizar antes. O que ajuda é anotar quando aconteceu, com que frequência, e que medicação está a tomar — sobretudo terapêutica hormonal, se for o caso.

E o que não é o caminho

Há uma resposta que aparece muito e que não serve:

  • Pedir um marcador tumoral, como o CA 125, não substitui a avaliação nem a antecipa. Num ensaio que seguiu mais de 200 mil mulheres durante 16 anos, o CA 125 usado como rastreio detetou mais cancros e não reduziu a mortalidade.
  • Esperar para ver se acontece outra vez adia a única coisa que resolve, que é olhar.
  • Procurar respostas na internet dá a pior combinação possível: o caso mais raro apresentado como o mais provável.
  • Fazer o EasyCheckUp, que reconhece este sinal e o traduz num passo concreto para levar ao médico.

Fontes

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