1,5 a 3×
o risco de fratura quando a menopausa acontece aos 45 anos ou antes, comparado com depois dos 50
Guideline internacional sobre insuficiência ovárica prematura (ESHRE/ASRM/IMS), 2025
A idade em que a menstruação parou é um dado de saúde, não uma curiosidade. Antes dos 45 — e sobretudo antes dos 40 — muda o que faz sentido vigiar, e é informação que o seu médico agradece ter.
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1,5 a 3×
o risco de fratura quando a menopausa acontece aos 45 anos ou antes, comparado com depois dos 50
Guideline internacional sobre insuficiência ovárica prematura (ESHRE/ASRM/IMS), 2025
≈ 1%
das mulheres tem a última menstruação antes dos 40 anos
National Institute for Health and Care Excellence (NICE), NG23
As orientações internacionais distinguem dois casos. A menopausa precoce, quando a última menstruação aconteceu antes dos 45 anos. E a insuficiência ovárica prematura, quando aconteceu antes dos 40 — que acontece a cerca de 1% das mulheres e tem acompanhamento próprio.
A diferença entre as duas não é de tom, é de conduta: antes dos 40 há uma abordagem específica descrita nas orientações; entre os 40 e os 44 há um dado a ter em conta quando se fala de prevenção.
A orientação internacional sobre insuficiência ovárica prematura, feita em conjunto por quatro sociedades científicas, reúne o que se sabe. Uma menopausa aos 45 anos ou antes associa-se a um risco de fratura entre uma vez e meia e três vezes o de uma menopausa depois dos 50.
Para o coração, o sinal é mais discreto mas existe: nas mulheres com insuficiência ovárica prematura, os eventos cardiovasculares aparecem cerca de 1,3 a 1,4 vezes mais do que em quem teve a menopausa entre os 50 e os 54 anos.
São associações de estudos populacionais, não uma sentença individual. O que elas justificam é atenção, não preocupação.
O primeiro passo é o mais simples e o mais esquecido: dizer ao médico a idade a que a menstruação parou. É um dado que raramente é perguntado e que muda a leitura do seu risco.
A partir daí, há três temas que fazem sentido abordar: a saúde óssea, a saúde cardiovascular, e — no caso da menopausa antes dos 40 — a terapêutica hormonal, que as orientações internacionais recomendam ponderar até à idade habitual da menopausa, salvo contraindicação. Essa decisão é do médico e é individual; o que lhe cabe é garantir que o tema é posto na mesa.
Vale a pena guardar a proporção certa das coisas:
Cinco minutos de perguntas. Um plano para discutir. As respostas não ficam na plataforma.
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