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Colesterol e saúde do coração: os números que vale a pena conhecer

As doenças do coração continuam a ser a principal causa de morte em Portugal — e o colesterol elevado é um dos fatores mais silenciosos e, ao mesmo tempo, mais modificáveis.

5 min de leitura

≈ 1 em 4

óbitos em Portugal devidos a doenças do aparelho circulatório

INE — Estatísticas das Causas de Morte

−30%

eventos cardiovasculares associados ao padrão alimentar mediterrânico, em estudos de referência

PREDIMED (New England Journal of Medicine)

Colesterol alto não se sente

O colesterol elevado, na esmagadora maioria dos casos, não dá qualquer sintoma. Só se conhece medindo — normalmente através de um perfil lipídico, uma análise ao sangue simples.

Vale a pena conhecer três valores em linguagem simples: o LDL (muitas vezes chamado «mau»), que em excesso se acumula nas artérias; o HDL («bom»), que ajuda a remover o excesso; e os triglicéridos, outra forma de gordura no sangue.

Porque importa ao longo dos anos

O colesterol elevado contribui, de forma lenta e silenciosa, para a doença cardiovascular — que continua a ser a principal causa de morte em Portugal.

A boa notícia é sólida: é um dos fatores mais influenciáveis. Muda com hábitos e, quando o médico entende ser necessário, com acompanhamento — o que faz do conhecê-lo cedo uma vantagem, não um motivo de preocupação.

Quando medir

O perfil lipídico faz parte das análises de rotina do adulto. A idade a partir da qual faz sentido, e a frequência com que se repete, dependem da sua idade e do seu risco individual — algo a decidir com o seu médico.

Conhecer os seus números é o primeiro passo: permite-lhe, a si e ao médico, decidir com calma e com tempo.

O que ajuda no dia a dia

Ao lado do acompanhamento médico, os hábitos fazem uma diferença real e cumulativa:

  • Aproximar-se do padrão alimentar mediterrânico: legumes, fruta, leguminosas, peixe, azeite e cereais integrais.
  • Manter-se ativo e não fumar — dois dos fatores com maior impacto no coração.
  • Fazer o EasyCheckUp para perceber se o perfil lipídico faz sentido para si agora — e levar essa questão ao médico.

Fontes

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